segunda-feira, 29 de junho de 2009
Mapas Antigos
Velharias que a gente acha nos cd's de backup's. Mapas antigos de Akyremma, feitos a mão (com caneta bic preta), e com técnica de pontilhismo para dar maior profundidade, luz e sombra... Alguns não foram finalizados, faltavam os nomes de algumas cidades e locais de interesse.
Mas ainda podem ser úteis numa aventura narrada na Terra do Desespero.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Entre a honra e a fé - capítulo sexto
O Sr. Johnson não tinha sido visto pelo presbítero Lucius junto comigo e com Lizzie. Poderia ser ele, a alternativa para entregar o cetro para a rainha? Mas o próprio objeto dizia o contrário. Era eu, quem deveria fazer o serviço.
Então resolvi enfrentar o problema. Voltei ao vilarejo e fui direto para a mansão onde se encontrava a Rainha Anne. Dois guardas me interromperam:
- Quem é o senhor? Identifique-se!
- Eu sou Robert Willson Bill, futuro cavaleiro da Ordem dos Guerreiros de Asterland. Fui contratado pela realeza para prestar um serviço. Preciso falar com a Rainha Anne.
- Sr. Robert, a rainha se encontra no terceiro andar, à direita. Seja bem vindo.
Eu, Lizzie e Johnson entramos na casa e quando subíamos as escadas, fomos parados por Lucius, Roger e mais dois guardas locais.
- Robert está andando com um inimigo – ele é um traidor – disse Lucius, referindo-se a companhia de Johnson.
Eu sabia que seria impossível negociar com o clero. Era preciso passar por cima deles. Puxei minha espada, Lizzie o arco e Johnson uma besta. Fomos ao ataque. Lizzie acertou uma flechada na espada de um dos guardas, Johnson, com a besta, o outro. Os dois estavam desarmados.
Enquanto isso, Lucius rezava em voz baixa e suas mãos começavam a pegar fogo. Roger se jogara na frente do presbítero tentando apartar a briga. Eu não poderia atacar o meu colega de viagem e glória, por isso apenas o empurrei para o lado, de modo que pudéssemos acertar Lucius. Mas este, quando Roger foi deslocado, aproveitou para jogar a bola de fogo que nascia em suas mãos, contra nós.
Johnson largou a besta e se jogou na frente da bola de fogo. Para minha surpresa, o comerciante também tinha poderes mágicos. Tanto que ele conseguiu criar água na sua frente e deteve as chamas. Então, usei minha espada e feri o presbítero nas mãos, para que ele não mais evocasse as forças de Tedahk contra mim. Johnson olhou para mim e disse:
- Vamos! Ele (Lucius) não tem mais como reagir. Vamos entregar logo o cetro para a rainha. Isso resolverá todos os problemas com os guardas.
- Decepção. Você se aliou um mago e feriu um presbítero nosso, Robert. Você foi enganado por essa corja. Ele nem vai deixar você entregar o cetro – disse Roger.
- Vamos, Robert. Estamos quase lá – disse Johnson enquanto apontava sua besta para a cabeça de Lucius. Vai que eu cuido deles.
Nesta hora, Roger pulou em cima de Johnson, tentando impedir que ele agredisse o presbítero. Mas não deu certo. O possível mago acertou em cheio a cabeça de Lucius, que não conseguiu reagir e morreu ali mesmo.
Roger começou a berrar de desespero quando viu Lucius morrer. E chamou a atenção dos outros guardas de trabalhavam na mansão. Eu não sabia o que fazer naquela hora e Lizzie me puxou para fora das escadas. Fugimos pelos fundos, apenas eu e ela, já que Johnson corria em outra direção. Os guardas foram atrás do possível mago e com isso, a nossa fuga foi facilitada.
Quando voltei às ruas do vilarejo, vi o navio mercante preparando-se para partir. Com o incidente criado por Johnson e Lucius, achei melhor entrar no barco. Nenhum guarda nos seguiu.
Estávamos abalados e assustados dentro do navio. A viagem de volta, que era para ser de glória, estava tornando-se um inferno. O presbítero Lucius agia contra a coroa quando falava em não deixar o cetro com a rainha. Porém, o Sr. Johnson mentiu para mim – era ele um mago provavelmente. Será que o conselheiro Thompson não estava na mesma situação? Seria ele outro mago infiltrado? Lucius estava certo em impedir que essa gente ficasse próxima do cetro?
Ou tudo não passava de uma ganância da igreja? Com o cetro na mão, cheguei à conclusão que deveria encontrar o rei diretamente, em Mayserc. Qualquer atravessador me traria problemas.
Então resolvi enfrentar o problema. Voltei ao vilarejo e fui direto para a mansão onde se encontrava a Rainha Anne. Dois guardas me interromperam:
- Quem é o senhor? Identifique-se!
- Eu sou Robert Willson Bill, futuro cavaleiro da Ordem dos Guerreiros de Asterland. Fui contratado pela realeza para prestar um serviço. Preciso falar com a Rainha Anne.
- Sr. Robert, a rainha se encontra no terceiro andar, à direita. Seja bem vindo.
Eu, Lizzie e Johnson entramos na casa e quando subíamos as escadas, fomos parados por Lucius, Roger e mais dois guardas locais.
- Robert está andando com um inimigo – ele é um traidor – disse Lucius, referindo-se a companhia de Johnson.
Eu sabia que seria impossível negociar com o clero. Era preciso passar por cima deles. Puxei minha espada, Lizzie o arco e Johnson uma besta. Fomos ao ataque. Lizzie acertou uma flechada na espada de um dos guardas, Johnson, com a besta, o outro. Os dois estavam desarmados.
Enquanto isso, Lucius rezava em voz baixa e suas mãos começavam a pegar fogo. Roger se jogara na frente do presbítero tentando apartar a briga. Eu não poderia atacar o meu colega de viagem e glória, por isso apenas o empurrei para o lado, de modo que pudéssemos acertar Lucius. Mas este, quando Roger foi deslocado, aproveitou para jogar a bola de fogo que nascia em suas mãos, contra nós.
Johnson largou a besta e se jogou na frente da bola de fogo. Para minha surpresa, o comerciante também tinha poderes mágicos. Tanto que ele conseguiu criar água na sua frente e deteve as chamas. Então, usei minha espada e feri o presbítero nas mãos, para que ele não mais evocasse as forças de Tedahk contra mim. Johnson olhou para mim e disse:
- Vamos! Ele (Lucius) não tem mais como reagir. Vamos entregar logo o cetro para a rainha. Isso resolverá todos os problemas com os guardas.
- Decepção. Você se aliou um mago e feriu um presbítero nosso, Robert. Você foi enganado por essa corja. Ele nem vai deixar você entregar o cetro – disse Roger.
- Vamos, Robert. Estamos quase lá – disse Johnson enquanto apontava sua besta para a cabeça de Lucius. Vai que eu cuido deles.
Nesta hora, Roger pulou em cima de Johnson, tentando impedir que ele agredisse o presbítero. Mas não deu certo. O possível mago acertou em cheio a cabeça de Lucius, que não conseguiu reagir e morreu ali mesmo.
Roger começou a berrar de desespero quando viu Lucius morrer. E chamou a atenção dos outros guardas de trabalhavam na mansão. Eu não sabia o que fazer naquela hora e Lizzie me puxou para fora das escadas. Fugimos pelos fundos, apenas eu e ela, já que Johnson corria em outra direção. Os guardas foram atrás do possível mago e com isso, a nossa fuga foi facilitada.
Quando voltei às ruas do vilarejo, vi o navio mercante preparando-se para partir. Com o incidente criado por Johnson e Lucius, achei melhor entrar no barco. Nenhum guarda nos seguiu.
Estávamos abalados e assustados dentro do navio. A viagem de volta, que era para ser de glória, estava tornando-se um inferno. O presbítero Lucius agia contra a coroa quando falava em não deixar o cetro com a rainha. Porém, o Sr. Johnson mentiu para mim – era ele um mago provavelmente. Será que o conselheiro Thompson não estava na mesma situação? Seria ele outro mago infiltrado? Lucius estava certo em impedir que essa gente ficasse próxima do cetro?
Ou tudo não passava de uma ganância da igreja? Com o cetro na mão, cheguei à conclusão que deveria encontrar o rei diretamente, em Mayserc. Qualquer atravessador me traria problemas.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Entre a honra e a fé - capítulo quinto
Estou no paraíso – foi o que eu disse para Lizzie quando chegamos a ilha real de Kromn. O arquipélago, no centro do Mar dos Bavlu, tinha lindas paisagens. O território era usado pelo rei para descansar – aliás, que boa escolha que a majestade possui.
O nosso navio chegou ao começo da manhã e sairia no final da tarde. Em toda a ilha, havia apenas um vilarejo, próximo ao porto onde paramos. As ruas eram pavimentadas, as casas feitas de pedras, e tudo era muito limpo e bem cuidado. Cerca de 300 pessoas moravam por ali, todas empregadas da realeza.
Havia também um pequeno templo de Tedahk, onde o rei e rainha rezavam todas as vezes que passavam por aqui. Entrei na igreja, me ajoelhei e logo fui recebido pelo presbítero Lucius, que me reconheceu.
- Ora, se não são os bravos contratados pela realeza para recuperar o cetro da rainha. Sejam bem vindos Robert e Lizzie – disse.
- Obrigado por nos receber, Lucius. Fiquei sabendo que a Rainha Anne está por aqui. Esta informação procede? – perguntei a ele.
- Sim. Mas não é bom que vocês a encontrem. Este cetro deve ser entregue aos contratantes primeiro. Aliás, os superiores da igreja querem conhecer o objeto antes – respondeu ele.
- Mas o objeto é pessoal dela e não da igreja. Aliás, quem me contratou foi o conselheiro Thompson, ligado ao rei, e não os sumos presbíteros – retruquei.
- Thompson? Arrrghhhh! Este homem é um verme. Já deveria ter sido deposto do cargo há um bom tempo. Não entendo porque o Rei Rolland II dá ouvido a ele. Robert, não tenha dúvidas, é melhor levar isto para Mayserc. A nossa igreja precisa saber antes.
- Mas por quê? – perguntei – A igreja não sabe o que é o cetro da rainha? Por que querem examiná-lo agora? Acho melhor entregá-lo diretamente ao rei.
- Não! Ele vai deixar com o Thompson e isto não é seguro. Robert entenda uma coisa. Este objeto nem deveria estar nas mãos da rainha. Acreditamos que ele não é sagrado pelo nosso deus. É um objeto profano!
- O senhor está ficando louco. Este cetro me guiou para a salvação na viagem que fiz até aqui. Se não fosse por ele, estaria morto, boiando em alto mar. Eu rezei em nome de Tedahk e ele me trouxe sorte.
- Robert! Entenda de uma vez: isto não é um objeto sagrado de deus nenhum. Isso é um objeto mágico. Daqueles magos malditos que desafiam a fé e os deuses. Daqueles magos que se uniram as outras raças contra os deuses humanos. Foi Tedahk que te guiou para a vida e não este cetro imundo.
- Vocês querem roubar o cetro da rainha, é isso? Vocês ficaram loucos. O Rei Rolland II vai ficar muito irritado quando souber disso. Eu vou procurar a realeza e vou entregar diretamente.
- Este cetro é feito de Killanyl. Este material foi usado para matar o nosso Rei Albert XIV há 20 anos. Por causa deste minério imundo, o Reino de Asterland perdeu a sua força imperial sobre o mundo e a Igreja de Tedahk perdeu fiéis por toda Akyremma.
- Já chega desses insultos. Isso é motim contra coroa. Vou sair daqui e procurar a Rainha Anne na ilha. Ela vai ganhar ainda hoje o cetro de volta.
- Se você é mesmo um fiel de Tedahk, não fará isso. Está indo contra o nosso deus. Terei que detê-lo se continuares com essa loucura, Robert.
Após ser ameaçado por um presbítero da minha igreja, eu e Lizzie saímos correndo da capela. Lucius chamou os guardas da Ilha e como não tínhamos mais a escolta militar resolvemos nos esconder longe do vilarejo.
Roger não veio conosco. Ficou andando pelo vilarejo e não concordou com a nossa decisão. Já o Sr. Johnson veio atrás de nós meia hora depois. Comentei com ele sobre a premonição de levar o prêmio direto para a rainha aqui na ilha, decisão tomada por influência do cetro.
- Talvez, era para entregar direto, sem falar com a igreja. Acho que o cetro previu que haveria outras pessoas interessadas no meio do caminho. Tens que dar um jeito de encontrar a Rainha Anne sem ser percebido.
O sol indicava que era meio-dia. Não havíamos almoçado ainda e nem podíamos andar pelas ruas do vilarejo. Precisava tomar uma decisão rápida e precisa.
O nosso navio chegou ao começo da manhã e sairia no final da tarde. Em toda a ilha, havia apenas um vilarejo, próximo ao porto onde paramos. As ruas eram pavimentadas, as casas feitas de pedras, e tudo era muito limpo e bem cuidado. Cerca de 300 pessoas moravam por ali, todas empregadas da realeza.
Havia também um pequeno templo de Tedahk, onde o rei e rainha rezavam todas as vezes que passavam por aqui. Entrei na igreja, me ajoelhei e logo fui recebido pelo presbítero Lucius, que me reconheceu.
- Ora, se não são os bravos contratados pela realeza para recuperar o cetro da rainha. Sejam bem vindos Robert e Lizzie – disse.
- Obrigado por nos receber, Lucius. Fiquei sabendo que a Rainha Anne está por aqui. Esta informação procede? – perguntei a ele.
- Sim. Mas não é bom que vocês a encontrem. Este cetro deve ser entregue aos contratantes primeiro. Aliás, os superiores da igreja querem conhecer o objeto antes – respondeu ele.
- Mas o objeto é pessoal dela e não da igreja. Aliás, quem me contratou foi o conselheiro Thompson, ligado ao rei, e não os sumos presbíteros – retruquei.
- Thompson? Arrrghhhh! Este homem é um verme. Já deveria ter sido deposto do cargo há um bom tempo. Não entendo porque o Rei Rolland II dá ouvido a ele. Robert, não tenha dúvidas, é melhor levar isto para Mayserc. A nossa igreja precisa saber antes.
- Mas por quê? – perguntei – A igreja não sabe o que é o cetro da rainha? Por que querem examiná-lo agora? Acho melhor entregá-lo diretamente ao rei.
- Não! Ele vai deixar com o Thompson e isto não é seguro. Robert entenda uma coisa. Este objeto nem deveria estar nas mãos da rainha. Acreditamos que ele não é sagrado pelo nosso deus. É um objeto profano!
- O senhor está ficando louco. Este cetro me guiou para a salvação na viagem que fiz até aqui. Se não fosse por ele, estaria morto, boiando em alto mar. Eu rezei em nome de Tedahk e ele me trouxe sorte.
- Robert! Entenda de uma vez: isto não é um objeto sagrado de deus nenhum. Isso é um objeto mágico. Daqueles magos malditos que desafiam a fé e os deuses. Daqueles magos que se uniram as outras raças contra os deuses humanos. Foi Tedahk que te guiou para a vida e não este cetro imundo.
- Vocês querem roubar o cetro da rainha, é isso? Vocês ficaram loucos. O Rei Rolland II vai ficar muito irritado quando souber disso. Eu vou procurar a realeza e vou entregar diretamente.
- Este cetro é feito de Killanyl. Este material foi usado para matar o nosso Rei Albert XIV há 20 anos. Por causa deste minério imundo, o Reino de Asterland perdeu a sua força imperial sobre o mundo e a Igreja de Tedahk perdeu fiéis por toda Akyremma.
- Já chega desses insultos. Isso é motim contra coroa. Vou sair daqui e procurar a Rainha Anne na ilha. Ela vai ganhar ainda hoje o cetro de volta.
- Se você é mesmo um fiel de Tedahk, não fará isso. Está indo contra o nosso deus. Terei que detê-lo se continuares com essa loucura, Robert.
Após ser ameaçado por um presbítero da minha igreja, eu e Lizzie saímos correndo da capela. Lucius chamou os guardas da Ilha e como não tínhamos mais a escolta militar resolvemos nos esconder longe do vilarejo.
Roger não veio conosco. Ficou andando pelo vilarejo e não concordou com a nossa decisão. Já o Sr. Johnson veio atrás de nós meia hora depois. Comentei com ele sobre a premonição de levar o prêmio direto para a rainha aqui na ilha, decisão tomada por influência do cetro.
- Talvez, era para entregar direto, sem falar com a igreja. Acho que o cetro previu que haveria outras pessoas interessadas no meio do caminho. Tens que dar um jeito de encontrar a Rainha Anne sem ser percebido.
O sol indicava que era meio-dia. Não havíamos almoçado ainda e nem podíamos andar pelas ruas do vilarejo. Precisava tomar uma decisão rápida e precisa.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Entre a honra e a fé - capítulo quarto
Fomos ao porto de Saltério, de onde tínhamos partido no dia anterior. Tivemos que esperar mais quatro dias até um navio asterlandino, saindo de Garisford, Anthares, com destino a Diaceres, aparecer. Expliquei para Lizzie que era o melhor que poderia ocorrer para nós. No outro barco, a escolta militar de Asterland provocava desconfianças nos outros tripulantes. Agora passaríamos despercebido.
Eu, Lizzie, Roger e Johnson entramos no navio. Nesta viagem, evitamos falar com as outras pessoas. Não era uma boa idéia nos glorificar ali. Havia pessoas de todos os cantos do mundo no barco. O cetro de Killnayl me guiaria para saber em quais pessoas confiar.
Roger encontrou um presbítero da Igreja de Tedahk no barco. Os dois trocaram idéias e o meu amigo ficou sabendo que este navio faria uma pausa em Kromn, ilha real de Asterland. O Rei Rolland II estava na capital Mayserc, mas havia informações que a Rainha Anne estaria por ali.
Deveria eu, entregar o cetro para ela? Ou deveria esperar chegar a Diaceres, para depois ir até Mayserc, passar o tesouro para as autoridades que me contrataram? Era hora de consultar o cetro para saber a resposta.
Voltei a rezar com ele na mão, antes de dormir. No outro dia, de manhã, não consegui me lembrar exatamente como foi o sonho, mas acordei com a sensação de deixar o cetro diretamente nas mãos da rainha. O objeto pertence a ela e não precisa passar por autoridades antes.
Resolvi não contar a minha decisão para o Roger e o Sr. Johnson. Apenas Lizzie ficou sabendo. Era a oportunidade para conhecer pessoalmente a rainha e entregar diretamente seria uma demonstração de lealdade ao rei.
Fui dormir feliz na véspera da chegada a Ilha de Kromn. No entanto tive pesadelos durante a noite. Sonhei que estava em Mayserc sendo julgado por traição. Não lembro quem era o carrasco, mas a imagem da forca montada para mim não saia da minha cabeça. Eu estava convicto das decisões no sonho, mas mesmo assim era punido.
Recorri ao cetro no começo da manhã. Ele continuava me guiando para a rainha na Ilha de Kromn, a qual em chegaria em três horas.
Eu, Lizzie, Roger e Johnson entramos no navio. Nesta viagem, evitamos falar com as outras pessoas. Não era uma boa idéia nos glorificar ali. Havia pessoas de todos os cantos do mundo no barco. O cetro de Killnayl me guiaria para saber em quais pessoas confiar.
Roger encontrou um presbítero da Igreja de Tedahk no barco. Os dois trocaram idéias e o meu amigo ficou sabendo que este navio faria uma pausa em Kromn, ilha real de Asterland. O Rei Rolland II estava na capital Mayserc, mas havia informações que a Rainha Anne estaria por ali.
Deveria eu, entregar o cetro para ela? Ou deveria esperar chegar a Diaceres, para depois ir até Mayserc, passar o tesouro para as autoridades que me contrataram? Era hora de consultar o cetro para saber a resposta.
Voltei a rezar com ele na mão, antes de dormir. No outro dia, de manhã, não consegui me lembrar exatamente como foi o sonho, mas acordei com a sensação de deixar o cetro diretamente nas mãos da rainha. O objeto pertence a ela e não precisa passar por autoridades antes.
Resolvi não contar a minha decisão para o Roger e o Sr. Johnson. Apenas Lizzie ficou sabendo. Era a oportunidade para conhecer pessoalmente a rainha e entregar diretamente seria uma demonstração de lealdade ao rei.
Fui dormir feliz na véspera da chegada a Ilha de Kromn. No entanto tive pesadelos durante a noite. Sonhei que estava em Mayserc sendo julgado por traição. Não lembro quem era o carrasco, mas a imagem da forca montada para mim não saia da minha cabeça. Eu estava convicto das decisões no sonho, mas mesmo assim era punido.
Recorri ao cetro no começo da manhã. Ele continuava me guiando para a rainha na Ilha de Kromn, a qual em chegaria em três horas.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Entre a horna e a fé - capítulo terceiro
A parada da ilha de Saltério foi rápida. O navio atracou no começo da manhã e saiu após o meio-dia. Fiquei curioso para saber quem eram os novos tripulantes da embarcação. Eram eles: Pregador Angel, que iria trabalhar no barco; Max, comerciante de rum; Zhefiriel, um meio-elfo diplomata de Saltério e Gerard, tenente da guarda real asterlandina, que iria comandar os soldados no barco.
Durante à tarde, discuti com Lizzie sobre a proteção do cetro. Eu não tinha confiança em todos do barco e por causa do sonho, tinha medo que alguém fosse querer roubá-lo. Decidimos andar com mochilas para disfarçar, enquanto o objeto ficaria dentro da bainha de minha espada.
Quando sai do meu quarto, após a conversa, presenciei uma confusão em frente ao quarto de Roger. Um anão, a serviço de Gerard, discutia com guardas sobre assassinato e fazia confusão nos corredores. Optei por ignorar o fato.
Antes da janta, Zhefiriel foi conversar comigo e com Lizzie. Perguntava por que nós tínhamos escolta militar. Expliquei para ele sobre a reconquista do cetro, mas sem mencionar o objeto – apenas da ajuda ao rei. Apesar de ter sangue élfico, Zhefiriel pareceu uma pessoa de confiança.
A janta estava ótima, mas infelizmente tivemos que terminar mais logo a refeição. Fomos convocados por Herbert, o comandante-proprietário do navio e líder da guilda mercante, para uma reunião urgente na sala das mercadorias.
Um guarda real foi flagrado tentando roubar o tesouro da guilda, guardado em uma sala especial, vigiada por outros guardas. O problema é que a porta estava trancada e só os homens de confiança de Herbert na guilda tinham acesso à chave. Havia um traidor que teria aberto o local para o infeliz vigia. E para piorar, uma jovem moça de olhos puxados foi encontrada na mesma sala – ela estava escondida dentro de um baú.
Irritado com os fatos, Herbert ordenou que todos fossem para a proa do navio, onde seria feito o julgamento da moça, do guarda que tentou roubar, e também seria investigado o responsável pela abertura da sala dos tesouros. Tudo isso ocorreria à noite e os culpados seriam jogados do navio.
Sugeri a Herbert que colocasse o Roger para investigar o traidor na guilda. A sua fé poderia ajudar a descobrir o culpado entre cinco suspeitos. O comandante concordou com a idéia e deixou o meu amigo pregador agir.
Conversando com os suspeitos, Roger teve facilidade em descobrir o traidor. Mas quando ele foi apontar o culpado, o inimigo já tentava fugir. Zhefiriel, misteriosamente, já estava com a espada no pescoço do traidor nesta hora. Não sei como, mas o meio-elfo conseguiu descobrir ao mesmo tempo quem era o inimigo.
O traidor da guilda ignorou as ordens do comandante e tentou pular para fora do barco. Eu encravei minha espada em sua perna, enquanto Zhefiriel fazia um leve corte no pescoço. Lizzie e os soldados reais estavam prontos para matá-lo.
Foi nesta hora que a vela do navio caiu sobre nós. Não sei quem foi o responsável por cortar a vela, mas acabou ajudando o traidor, que conseguiu pular do barco, mesmo que os botes ficassem do outro lado do navio. Porém, o traidor do meu sonho não era exatamente o homem que acabava de fugir.
Zhefiriel avisou o comandante que o traidor teria dito em voz baixa: “vou encontrar os meus amigos”. Foi neste momento que Herbert percebeu que um navio pirata se aproximava do nosso. Com isso, ele enlouqueceu e gritou:
- Vai pedir ajuda aos amigos? Eu derrotarei todos eles de uma vez só. Eu chamarei ajuda da minha amiga, a minha deusa, TEGAUSYH, a rainha do mar.
Um pequeno raio saiu das mãos de Herbert e atingiu o peito do grande amigo do traidor. O comandante havia se revelado fiel da deusa imunda dos oceanos. Não poderíamos aceitá-lo como nosso guia até Diaceres. Era preciso derrotar o infiel.
Saquei a minha espada e acertei a boca de Herbert, para ele não mais pedir forças para sua deusa. Lizzie, com o arco, acertou a perna dele, impedindo de fugir do combate. Gerard, excelente esgrimista, feriu o inimigo no peito.
Até mesmo os outros comerciantes da guilda se voltaram contra Herbert. Como todos eram fiéis de Tedahk, ninguém aceitava a idéia de ser coordenado por um lixo das águas. O comandante estava da ponta do barco, isolado. Tive o prazer e a horna de dar o golpe final. Eu enfiei minha espada em seu peito e ordenei que ele voltasse para a sua deusa imunda. Verdadeiro traidor estava derrotado.
Mas os problemas estavam apenas começando. O barco pirata, aquele para onde o traidor da guilda fugiu, já estava bem próximo da gente. Era hora de unir forças, mercadores e militares, para vencer a embarcação inimiga.
Eu, Lizzie, Gerard e outros comericantes da guilda começamos a preparar o ataque. Havia dois canhões de pólvora no navio, que foram carregados pela tripulação. Os arqueiros foram posicionados e a infantaria preparava cordas para invadir a embarcação inimiga.
Os piratas eram em maior número, mas pouco preparados. Não havia canhões no navio deles, os arqueiros eram ruins de mira. Nossa artilharia saiu na frente e foi abrindo espaço para invasão infante. O anão que trabalhava para Gerard teve a idéia de cortar um mastro para servir como ponte para a embarcação inimiga. Com isso, a infantaria invadiu o barco pirata.
Mas os problemas só aumentavam. O motim na tripulação era ainda maior e os barris de pólvora e rum foram explodidos no interior do navio. O fogo tomou conta dos primeiros andares e o barco começava a rachar. Não havia mais condições de ficar por ali.
Como o navio pirata também estava sendo destruído – por nós – resolvi pegar o cetro e me concentrar. Assim como no sonho, esperava que o artefato me guiasse para a salvação. E foi o que aconteceu. Após rezar com ele, tive a premonição que as duas embarcações seriam destruídas. Chamei Lizzie, Roger e o Sr. Johnson para um dos botes do navio. Entramos nele,enquanto os soldados trocavam de barco, pois o nosso estava condenado.
De longe, dentro do bote, eu assisti a queda dos dois navios. Vi apenas as chamas se apagando. A escuridão da noite impediu de saber o destino dos outros botes disponíveis nos barcos. O que teria ocorrido com Gerard, Zebahel e os demais tripulantes? Conseguiram fugir? Estavam nadando em alto mar? Eu não conseguia descobrir nada.
Acordei no outro dia em uma praia de Saltério. Sim, eu, Lizzie, Johson e Roger tivemos que voltar. Fomos procurar as autoridades locais para contar o que ocorreu no barco de Asterland.
Durante à tarde, discuti com Lizzie sobre a proteção do cetro. Eu não tinha confiança em todos do barco e por causa do sonho, tinha medo que alguém fosse querer roubá-lo. Decidimos andar com mochilas para disfarçar, enquanto o objeto ficaria dentro da bainha de minha espada.
Quando sai do meu quarto, após a conversa, presenciei uma confusão em frente ao quarto de Roger. Um anão, a serviço de Gerard, discutia com guardas sobre assassinato e fazia confusão nos corredores. Optei por ignorar o fato.
Antes da janta, Zhefiriel foi conversar comigo e com Lizzie. Perguntava por que nós tínhamos escolta militar. Expliquei para ele sobre a reconquista do cetro, mas sem mencionar o objeto – apenas da ajuda ao rei. Apesar de ter sangue élfico, Zhefiriel pareceu uma pessoa de confiança.
A janta estava ótima, mas infelizmente tivemos que terminar mais logo a refeição. Fomos convocados por Herbert, o comandante-proprietário do navio e líder da guilda mercante, para uma reunião urgente na sala das mercadorias.
Um guarda real foi flagrado tentando roubar o tesouro da guilda, guardado em uma sala especial, vigiada por outros guardas. O problema é que a porta estava trancada e só os homens de confiança de Herbert na guilda tinham acesso à chave. Havia um traidor que teria aberto o local para o infeliz vigia. E para piorar, uma jovem moça de olhos puxados foi encontrada na mesma sala – ela estava escondida dentro de um baú.
Irritado com os fatos, Herbert ordenou que todos fossem para a proa do navio, onde seria feito o julgamento da moça, do guarda que tentou roubar, e também seria investigado o responsável pela abertura da sala dos tesouros. Tudo isso ocorreria à noite e os culpados seriam jogados do navio.
Sugeri a Herbert que colocasse o Roger para investigar o traidor na guilda. A sua fé poderia ajudar a descobrir o culpado entre cinco suspeitos. O comandante concordou com a idéia e deixou o meu amigo pregador agir.
Conversando com os suspeitos, Roger teve facilidade em descobrir o traidor. Mas quando ele foi apontar o culpado, o inimigo já tentava fugir. Zhefiriel, misteriosamente, já estava com a espada no pescoço do traidor nesta hora. Não sei como, mas o meio-elfo conseguiu descobrir ao mesmo tempo quem era o inimigo.
O traidor da guilda ignorou as ordens do comandante e tentou pular para fora do barco. Eu encravei minha espada em sua perna, enquanto Zhefiriel fazia um leve corte no pescoço. Lizzie e os soldados reais estavam prontos para matá-lo.
Foi nesta hora que a vela do navio caiu sobre nós. Não sei quem foi o responsável por cortar a vela, mas acabou ajudando o traidor, que conseguiu pular do barco, mesmo que os botes ficassem do outro lado do navio. Porém, o traidor do meu sonho não era exatamente o homem que acabava de fugir.
Zhefiriel avisou o comandante que o traidor teria dito em voz baixa: “vou encontrar os meus amigos”. Foi neste momento que Herbert percebeu que um navio pirata se aproximava do nosso. Com isso, ele enlouqueceu e gritou:
- Vai pedir ajuda aos amigos? Eu derrotarei todos eles de uma vez só. Eu chamarei ajuda da minha amiga, a minha deusa, TEGAUSYH, a rainha do mar.
Um pequeno raio saiu das mãos de Herbert e atingiu o peito do grande amigo do traidor. O comandante havia se revelado fiel da deusa imunda dos oceanos. Não poderíamos aceitá-lo como nosso guia até Diaceres. Era preciso derrotar o infiel.
Saquei a minha espada e acertei a boca de Herbert, para ele não mais pedir forças para sua deusa. Lizzie, com o arco, acertou a perna dele, impedindo de fugir do combate. Gerard, excelente esgrimista, feriu o inimigo no peito.
Até mesmo os outros comerciantes da guilda se voltaram contra Herbert. Como todos eram fiéis de Tedahk, ninguém aceitava a idéia de ser coordenado por um lixo das águas. O comandante estava da ponta do barco, isolado. Tive o prazer e a horna de dar o golpe final. Eu enfiei minha espada em seu peito e ordenei que ele voltasse para a sua deusa imunda. Verdadeiro traidor estava derrotado.
Mas os problemas estavam apenas começando. O barco pirata, aquele para onde o traidor da guilda fugiu, já estava bem próximo da gente. Era hora de unir forças, mercadores e militares, para vencer a embarcação inimiga.
Eu, Lizzie, Gerard e outros comericantes da guilda começamos a preparar o ataque. Havia dois canhões de pólvora no navio, que foram carregados pela tripulação. Os arqueiros foram posicionados e a infantaria preparava cordas para invadir a embarcação inimiga.
Os piratas eram em maior número, mas pouco preparados. Não havia canhões no navio deles, os arqueiros eram ruins de mira. Nossa artilharia saiu na frente e foi abrindo espaço para invasão infante. O anão que trabalhava para Gerard teve a idéia de cortar um mastro para servir como ponte para a embarcação inimiga. Com isso, a infantaria invadiu o barco pirata.
Mas os problemas só aumentavam. O motim na tripulação era ainda maior e os barris de pólvora e rum foram explodidos no interior do navio. O fogo tomou conta dos primeiros andares e o barco começava a rachar. Não havia mais condições de ficar por ali.
Como o navio pirata também estava sendo destruído – por nós – resolvi pegar o cetro e me concentrar. Assim como no sonho, esperava que o artefato me guiasse para a salvação. E foi o que aconteceu. Após rezar com ele, tive a premonição que as duas embarcações seriam destruídas. Chamei Lizzie, Roger e o Sr. Johnson para um dos botes do navio. Entramos nele,enquanto os soldados trocavam de barco, pois o nosso estava condenado.
De longe, dentro do bote, eu assisti a queda dos dois navios. Vi apenas as chamas se apagando. A escuridão da noite impediu de saber o destino dos outros botes disponíveis nos barcos. O que teria ocorrido com Gerard, Zebahel e os demais tripulantes? Conseguiram fugir? Estavam nadando em alto mar? Eu não conseguia descobrir nada.
Acordei no outro dia em uma praia de Saltério. Sim, eu, Lizzie, Johson e Roger tivemos que voltar. Fomos procurar as autoridades locais para contar o que ocorreu no barco de Asterland.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Entre a honra e a fé - capítulo segundo
O primeiro dia da viagem até Diaceres foi tranquilo. A refeição oferecida no barco era boa, as pessoas eram sociáveis e o mar estava calmo. Foi neste dia que tive a idéia relatar a minha viagem até a glória de tornar um cavaleiro. Eu consegui papiro com os ladrões alborianos e, apesar de não escrever desde as aulas na igreja, estava disposto a ser também um artista das palavras.
A minha idéia inicial era entregar este livro para os meus filhos. Não, meu caro leitor, eu ainda não era nem casado, mas tinha a intenção de pedir a mão de Lizzie quando chegasse em Asterland.
No segundo dia de viagem conheci o Sr. Johnson, comerciante de diamantes de Órum, uma rica cidade ao sul de Mayserc, a nossa capital. Ele ficou impressionado com a pedra azulada que tinha em cima do cetro que eu levava para o rei.
- Este minério é conhecido como killanyl, um dos mais raros de toda Akyremma. Alguns estudiosos de mitologia dizem que o killnayl foi concebido pelos deuses – explicava o comerciante.
- Já ouvi falar que este metal possui propriedades mágicas – eu falei – alguns conselheiros do rei acreditam que uma espada concebida pelo mesmo material teria sido usada para derrotar o antigo rei Albert XIV, há 20 anos.
O Cetro de Killanyl acabou se tornando uma atração a parte na embarcação. Como todos eram asterlandinos e devotos de Tedahk, eu não poderia deixar de mostrar a minha glória – recuperar um objeto precioso, que estava nas mãos da rainha Anne antes de ser roubado.
- Este objeto real e sagrado pelo deus Tedahk nos trará sorte nesta viagem – dizia o comandante no navio.
Foi no quinto dia de viagem que este cetro começou a chamar ainda mais a minha atenção. Antes de dormir, fui fazer minha oração para Tedahk segurando o cetro – pedindo força e proteção até Diaceres. Tive pesadelos naquela noite. Sonhos com traidores na tripulação, ataques ao navio, sangue sendo derramado em alto mar. Mas neste mesmo sonho, o cetro me guiava para a vitória contra os traidores e as criaturas que apareciam nas águas.
No outro dia, eu contei o meu sonho para Lizzie, Roger o Sr. Johnson. Ela não acreditou que isto poderia ocorrer no barco, mas achou melhor ficar sempre em alerta. Para Roger, era um recado de Tedahk e por isso deveríamos nos preparar para uma guerra.
O Sr. Johnson me relevou que já tinha lido que o tal cetro poderia trazer premonições para quem o carregasse. E que por isso ele deveria ficar sempre junto ao rei, para nunca ser surpreendido. Ele conversou com o comandante para saber se haveria novos tripulantes no navio até Diaceres.
A minha idéia inicial era entregar este livro para os meus filhos. Não, meu caro leitor, eu ainda não era nem casado, mas tinha a intenção de pedir a mão de Lizzie quando chegasse em Asterland.
No segundo dia de viagem conheci o Sr. Johnson, comerciante de diamantes de Órum, uma rica cidade ao sul de Mayserc, a nossa capital. Ele ficou impressionado com a pedra azulada que tinha em cima do cetro que eu levava para o rei.
- Este minério é conhecido como killanyl, um dos mais raros de toda Akyremma. Alguns estudiosos de mitologia dizem que o killnayl foi concebido pelos deuses – explicava o comerciante.
- Já ouvi falar que este metal possui propriedades mágicas – eu falei – alguns conselheiros do rei acreditam que uma espada concebida pelo mesmo material teria sido usada para derrotar o antigo rei Albert XIV, há 20 anos.
O Cetro de Killanyl acabou se tornando uma atração a parte na embarcação. Como todos eram asterlandinos e devotos de Tedahk, eu não poderia deixar de mostrar a minha glória – recuperar um objeto precioso, que estava nas mãos da rainha Anne antes de ser roubado.
- Este objeto real e sagrado pelo deus Tedahk nos trará sorte nesta viagem – dizia o comandante no navio.
Foi no quinto dia de viagem que este cetro começou a chamar ainda mais a minha atenção. Antes de dormir, fui fazer minha oração para Tedahk segurando o cetro – pedindo força e proteção até Diaceres. Tive pesadelos naquela noite. Sonhos com traidores na tripulação, ataques ao navio, sangue sendo derramado em alto mar. Mas neste mesmo sonho, o cetro me guiava para a vitória contra os traidores e as criaturas que apareciam nas águas.
No outro dia, eu contei o meu sonho para Lizzie, Roger o Sr. Johnson. Ela não acreditou que isto poderia ocorrer no barco, mas achou melhor ficar sempre em alerta. Para Roger, era um recado de Tedahk e por isso deveríamos nos preparar para uma guerra.
O Sr. Johnson me relevou que já tinha lido que o tal cetro poderia trazer premonições para quem o carregasse. E que por isso ele deveria ficar sempre junto ao rei, para nunca ser surpreendido. Ele conversou com o comandante para saber se haveria novos tripulantes no navio até Diaceres.
A dúvida foi confirmada. O navio faria uma pausa rápida em Saltério, a ilha dos sábios. E a partir de então, teríamos novos companheiros de viagem.
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