quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Os Vonernyacs

Os Elfos Negros

Temidos por muitos e odiados por todos, os vonernyacs, ou elfos-negros, são uma sub-raça de voneris surgida apartir de um antigo e obscuro culto. Seu nome vem do idioma antigo e refere-se ao sangue de cor escura que corre nas veias desse povo e também pela sua total falta de compaixão.

Após o Apocalipse, durante a reconstrução do reino de Delphos, alguns voneris formaram uma oposição as tradicionais formas de governo de seu povo. Indo contra a cultura matriarcal, contra as crenças na Mãe pregadas pelas sacerdotisas e contra a tolerância para com os humanos. Assim, diversos voneris do sexo masculino organizaram uma conspiração contra a coroa de Delphos, para tal, buscaram auxilio na devoção ao Pai. Acredita-se que esta outra face do Todo cedeu poderes aos elfos-negros que transformaram suas anatomias e deixou-os extremamente unidos pelas causas que lutam.

Conquistaram a grande ilha ao sul de Delphos, que foi denominada Einyackh, com auxilio do exército de Asterland numa delicada aliança. Esta logo foi desfeita, pois Einyackh secretamente fazia tráfico de escravos humanos, entre eles asterlandinos.


Traços Físicos
São muito parecidos com os demais voneris, diferenciando-se apenas em alguns detalhes. Pele extremamente pálida, com sinais, marcas de nascença formando desenhos por todo corpo, como tatuagens tribais, que se ramificam por toda pele e dão características às suas linhagens. Não possuem pêlo algum no corpo, nem mesmo cabelos. Seus olhos são totalmente negros. Apesar de pálidos seu sangue é escuro como tinta nanquim. São apenas do sexo masculino, se reproduzem pouco e com elfas das outras sub-raças. Os filhos serão transformados em vonernyacs mediante um ritual e as filhas serão escravas como as mães.

O sangue negro de um vonernyac é dotado de substâncias desconhecidas altamente contagiosas. Todo aquele que ingere uma pequena porção desse sangue torna-se dependente daquele que o alimentou. Uma dependência química e emotiva. Assim eles fazem seus escravos tão leais. Todo voner que desejar se tornar um elfo-negro deverá sangrar em um ritual até beirar a morte, para então receber o sangue negro dos realizadores do ritual. Esse ritual faz muitos dos voneris considerarem os elfos-negros uma raça de vampiros élficos, mesmo que os vonernyacs não precisem se alimentar de sangue, não precisem evitar a luz do sol e nem sejam mortos-vivos.


Traços Mentais
Os vonernyacs em mente são apenas um. Como se todos dividissem a mesma consciência, comunicando-se telepaticamente. Todos são células de um mesmo organismo, que pulsa vivo na corrente sangüínea desses elfos. Num sentido geral dificilmente expressam seus sentimentos, aparentando sempre frios e distantes. Há quem diga que foram contamidados por alguma coisa que devorou suas almas e passou a habitar em diversos corpos. Mas isso não quer dizer que sejam zumbis, sem vontade própria. Os elfos-negros divertem-se com o sadismo, gabam-se de suas conquistas, guardam rancores e desejos de vingaça para sempre, zombam de seus inimigos.


Traços Sociais
Povo guerreiro de militares dedicados e obcecados por disciplina. Consideram-se superiores aos demais voneris por terem dominado forças que os elfos temem. Apesar dos demais voneris afirmarem que os elfos-negros foram vítimas de uma força até então desconhecida.

As mulheres são tratadas como escravas e insignificantes. São forçadas a trabalhar junto com outros escravos em diversas atividades que não interessam aos vonernyacks. Tratar suas fêmeas assim é uma forma de se opor aos demais elfos que são parte de uma sociedade matriarcal, onde o feminino é mais importante que o masculino.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Um dia inesquecível

Como os asterlandinos lidam com a fé:
Por Giovanni Ramos
Mike Johnson acordou bem cedo para um dia histórico da sua vida. Nem precisou que os guardas da cidade de Mayserc o chamassem. Estava de pé às 5h30min e após colocar suas velhas e rasgadas roupas de couro, ouviu um barulho vindo da porta do quarto onde estava alojado.
Entre as grossas barras de ferro da porta, uma mão estendeu um pacote feito de couro com restos de comida dentro. Mike pegou o pacote com comida, mas não conseguiu ver quem entregava. O seu quarto possuía apenas uma pequena janela no alto, incapaz de emitir os raios solares até a porta.
Com o pacote, Mike fez a sua refeição matinal. Embora com ânsia de vômito por causa do alimento estragado, o ânimo não alterava. Estava bem humorado e tranqüilo, mesmo sabendo que sua vida mudaria completamente ao final do dia.
Uma hora depois, dois guardas vestidos com armaduras de placas de metal com o leão negro, símbolo do Reino de Asterland, gravado no peito entraram no quarto e algemaram Mike. Ele não tentou evitar.
Eram 7h30min da manhã quando Mike deixou o local onde estava alojado. Ele saiu de uma fortaleza ao sul de Mayserc, sede da Guarda da Cidade e foi colocado dentro de uma carruagem algemado, que seguiu em direção ao centro.
Fazia pouco calor às 8h da manhã quando Mike chegou a Praça da Vitória, em frente à Igreja de Tedahk. Uma multidão lotava o local e procurava o melhor espaço para ver o palco instalado no centro da praça.
Mike chegou na carruagem da Guarda e foi colocado ao lado do palco, junto com outras 10 pessoas algemadas. Um líder de guarda, de barbas brancas, subiu ao palco e anunciou:
- Que comece mais um dia de Julgamento Público.
Os outros 10 algemados foram julgados na Praça da Vitória primeiro. Acusados de roubos, assassinatos, conspiração contra coroa, todos foram sentenciados a morte por aclamação popular. Mike foi o último da lista e quando subiu no palco, um guarda anunciou a acusação.
- Mike Johnson, natural do Vale do Síek, é devoto da Igreja de Tegausyh, grande inimiga da Igreja Oficial de Asterland, do Deus Tedahk. Este indivíduo é o responsável pela tentativa de assassinato ao Sumo Presbítero Phillip Simmons e pela morte dos presbíteros Louis Ferdinand e Jack Woodstock.
Após ler a acusação, a multidão que cercava a praça começou a gritar:
- Forca, forca, forca!
Mike, com a certeza da morte, surpreendeu a população:
- Muito obrigado!
Após a declaração, a Guarda sentenciou Mike a forca. Ele não fez resistências pois sabia que seu objetivo foi cumprido. A morte de dois presbíteros de Tedahk daria um lugar especial no plano da deusa Tegausyh. E graças a decisão dos guardas de fazer o seu julgamento público, toda a capital de Asterland soube dos seus feitos, que encorajariam futuramente outros fiéis da sua religião a fazer o mesmo.