A parada da ilha de Saltério foi rápida. O navio atracou no começo da manhã e saiu após o meio-dia. Fiquei curioso para saber quem eram os novos tripulantes da embarcação. Eram eles: Pregador Angel, que iria trabalhar no barco; Max, comerciante de rum; Zhefiriel, um meio-elfo diplomata de Saltério e Gerard, tenente da guarda real asterlandina, que iria comandar os soldados no barco.
Durante à tarde, discuti com Lizzie sobre a proteção do cetro. Eu não tinha confiança em todos do barco e por causa do sonho, tinha medo que alguém fosse querer roubá-lo. Decidimos andar com mochilas para disfarçar, enquanto o objeto ficaria dentro da bainha de minha espada.
Quando sai do meu quarto, após a conversa, presenciei uma confusão em frente ao quarto de Roger. Um anão, a serviço de Gerard, discutia com guardas sobre assassinato e fazia confusão nos corredores. Optei por ignorar o fato.
Antes da janta, Zhefiriel foi conversar comigo e com Lizzie. Perguntava por que nós tínhamos escolta militar. Expliquei para ele sobre a reconquista do cetro, mas sem mencionar o objeto – apenas da ajuda ao rei. Apesar de ter sangue élfico, Zhefiriel pareceu uma pessoa de confiança.
A janta estava ótima, mas infelizmente tivemos que terminar mais logo a refeição. Fomos convocados por Herbert, o comandante-proprietário do navio e líder da guilda mercante, para uma reunião urgente na sala das mercadorias.
Um guarda real foi flagrado tentando roubar o tesouro da guilda, guardado em uma sala especial, vigiada por outros guardas. O problema é que a porta estava trancada e só os homens de confiança de Herbert na guilda tinham acesso à chave. Havia um traidor que teria aberto o local para o infeliz vigia. E para piorar, uma jovem moça de olhos puxados foi encontrada na mesma sala – ela estava escondida dentro de um baú.
Irritado com os fatos, Herbert ordenou que todos fossem para a proa do navio, onde seria feito o julgamento da moça, do guarda que tentou roubar, e também seria investigado o responsável pela abertura da sala dos tesouros. Tudo isso ocorreria à noite e os culpados seriam jogados do navio.
Sugeri a Herbert que colocasse o Roger para investigar o traidor na guilda. A sua fé poderia ajudar a descobrir o culpado entre cinco suspeitos. O comandante concordou com a idéia e deixou o meu amigo pregador agir.
Conversando com os suspeitos, Roger teve facilidade em descobrir o traidor. Mas quando ele foi apontar o culpado, o inimigo já tentava fugir. Zhefiriel, misteriosamente, já estava com a espada no pescoço do traidor nesta hora. Não sei como, mas o meio-elfo conseguiu descobrir ao mesmo tempo quem era o inimigo.
O traidor da guilda ignorou as ordens do comandante e tentou pular para fora do barco. Eu encravei minha espada em sua perna, enquanto Zhefiriel fazia um leve corte no pescoço. Lizzie e os soldados reais estavam prontos para matá-lo.
Foi nesta hora que a vela do navio caiu sobre nós. Não sei quem foi o responsável por cortar a vela, mas acabou ajudando o traidor, que conseguiu pular do barco, mesmo que os botes ficassem do outro lado do navio. Porém, o traidor do meu sonho não era exatamente o homem que acabava de fugir.
Zhefiriel avisou o comandante que o traidor teria dito em voz baixa: “vou encontrar os meus amigos”. Foi neste momento que Herbert percebeu que um navio pirata se aproximava do nosso. Com isso, ele enlouqueceu e gritou:
- Vai pedir ajuda aos amigos? Eu derrotarei todos eles de uma vez só. Eu chamarei ajuda da minha amiga, a minha deusa, TEGAUSYH, a rainha do mar.
Um pequeno raio saiu das mãos de Herbert e atingiu o peito do grande amigo do traidor. O comandante havia se revelado fiel da deusa imunda dos oceanos. Não poderíamos aceitá-lo como nosso guia até Diaceres. Era preciso derrotar o infiel.
Saquei a minha espada e acertei a boca de Herbert, para ele não mais pedir forças para sua deusa. Lizzie, com o arco, acertou a perna dele, impedindo de fugir do combate. Gerard, excelente esgrimista, feriu o inimigo no peito.
Até mesmo os outros comerciantes da guilda se voltaram contra Herbert. Como todos eram fiéis de Tedahk, ninguém aceitava a idéia de ser coordenado por um lixo das águas. O comandante estava da ponta do barco, isolado. Tive o prazer e a horna de dar o golpe final. Eu enfiei minha espada em seu peito e ordenei que ele voltasse para a sua deusa imunda. Verdadeiro traidor estava derrotado.
Mas os problemas estavam apenas começando. O barco pirata, aquele para onde o traidor da guilda fugiu, já estava bem próximo da gente. Era hora de unir forças, mercadores e militares, para vencer a embarcação inimiga.
Eu, Lizzie, Gerard e outros comericantes da guilda começamos a preparar o ataque. Havia dois canhões de pólvora no navio, que foram carregados pela tripulação. Os arqueiros foram posicionados e a infantaria preparava cordas para invadir a embarcação inimiga.
Os piratas eram em maior número, mas pouco preparados. Não havia canhões no navio deles, os arqueiros eram ruins de mira. Nossa artilharia saiu na frente e foi abrindo espaço para invasão infante. O anão que trabalhava para Gerard teve a idéia de cortar um mastro para servir como ponte para a embarcação inimiga. Com isso, a infantaria invadiu o barco pirata.
Mas os problemas só aumentavam. O motim na tripulação era ainda maior e os barris de pólvora e rum foram explodidos no interior do navio. O fogo tomou conta dos primeiros andares e o barco começava a rachar. Não havia mais condições de ficar por ali.
Como o navio pirata também estava sendo destruído – por nós – resolvi pegar o cetro e me concentrar. Assim como no sonho, esperava que o artefato me guiasse para a salvação. E foi o que aconteceu. Após rezar com ele, tive a premonição que as duas embarcações seriam destruídas. Chamei Lizzie, Roger e o Sr. Johnson para um dos botes do navio. Entramos nele,enquanto os soldados trocavam de barco, pois o nosso estava condenado.
De longe, dentro do bote, eu assisti a queda dos dois navios. Vi apenas as chamas se apagando. A escuridão da noite impediu de saber o destino dos outros botes disponíveis nos barcos. O que teria ocorrido com Gerard, Zebahel e os demais tripulantes? Conseguiram fugir? Estavam nadando em alto mar? Eu não conseguia descobrir nada.
Acordei no outro dia em uma praia de Saltério. Sim, eu, Lizzie, Johson e Roger tivemos que voltar. Fomos procurar as autoridades locais para contar o que ocorreu no barco de Asterland.
Durante à tarde, discuti com Lizzie sobre a proteção do cetro. Eu não tinha confiança em todos do barco e por causa do sonho, tinha medo que alguém fosse querer roubá-lo. Decidimos andar com mochilas para disfarçar, enquanto o objeto ficaria dentro da bainha de minha espada.
Quando sai do meu quarto, após a conversa, presenciei uma confusão em frente ao quarto de Roger. Um anão, a serviço de Gerard, discutia com guardas sobre assassinato e fazia confusão nos corredores. Optei por ignorar o fato.
Antes da janta, Zhefiriel foi conversar comigo e com Lizzie. Perguntava por que nós tínhamos escolta militar. Expliquei para ele sobre a reconquista do cetro, mas sem mencionar o objeto – apenas da ajuda ao rei. Apesar de ter sangue élfico, Zhefiriel pareceu uma pessoa de confiança.
A janta estava ótima, mas infelizmente tivemos que terminar mais logo a refeição. Fomos convocados por Herbert, o comandante-proprietário do navio e líder da guilda mercante, para uma reunião urgente na sala das mercadorias.
Um guarda real foi flagrado tentando roubar o tesouro da guilda, guardado em uma sala especial, vigiada por outros guardas. O problema é que a porta estava trancada e só os homens de confiança de Herbert na guilda tinham acesso à chave. Havia um traidor que teria aberto o local para o infeliz vigia. E para piorar, uma jovem moça de olhos puxados foi encontrada na mesma sala – ela estava escondida dentro de um baú.
Irritado com os fatos, Herbert ordenou que todos fossem para a proa do navio, onde seria feito o julgamento da moça, do guarda que tentou roubar, e também seria investigado o responsável pela abertura da sala dos tesouros. Tudo isso ocorreria à noite e os culpados seriam jogados do navio.
Sugeri a Herbert que colocasse o Roger para investigar o traidor na guilda. A sua fé poderia ajudar a descobrir o culpado entre cinco suspeitos. O comandante concordou com a idéia e deixou o meu amigo pregador agir.
Conversando com os suspeitos, Roger teve facilidade em descobrir o traidor. Mas quando ele foi apontar o culpado, o inimigo já tentava fugir. Zhefiriel, misteriosamente, já estava com a espada no pescoço do traidor nesta hora. Não sei como, mas o meio-elfo conseguiu descobrir ao mesmo tempo quem era o inimigo.
O traidor da guilda ignorou as ordens do comandante e tentou pular para fora do barco. Eu encravei minha espada em sua perna, enquanto Zhefiriel fazia um leve corte no pescoço. Lizzie e os soldados reais estavam prontos para matá-lo.
Foi nesta hora que a vela do navio caiu sobre nós. Não sei quem foi o responsável por cortar a vela, mas acabou ajudando o traidor, que conseguiu pular do barco, mesmo que os botes ficassem do outro lado do navio. Porém, o traidor do meu sonho não era exatamente o homem que acabava de fugir.
Zhefiriel avisou o comandante que o traidor teria dito em voz baixa: “vou encontrar os meus amigos”. Foi neste momento que Herbert percebeu que um navio pirata se aproximava do nosso. Com isso, ele enlouqueceu e gritou:
- Vai pedir ajuda aos amigos? Eu derrotarei todos eles de uma vez só. Eu chamarei ajuda da minha amiga, a minha deusa, TEGAUSYH, a rainha do mar.
Um pequeno raio saiu das mãos de Herbert e atingiu o peito do grande amigo do traidor. O comandante havia se revelado fiel da deusa imunda dos oceanos. Não poderíamos aceitá-lo como nosso guia até Diaceres. Era preciso derrotar o infiel.
Saquei a minha espada e acertei a boca de Herbert, para ele não mais pedir forças para sua deusa. Lizzie, com o arco, acertou a perna dele, impedindo de fugir do combate. Gerard, excelente esgrimista, feriu o inimigo no peito.
Até mesmo os outros comerciantes da guilda se voltaram contra Herbert. Como todos eram fiéis de Tedahk, ninguém aceitava a idéia de ser coordenado por um lixo das águas. O comandante estava da ponta do barco, isolado. Tive o prazer e a horna de dar o golpe final. Eu enfiei minha espada em seu peito e ordenei que ele voltasse para a sua deusa imunda. Verdadeiro traidor estava derrotado.
Mas os problemas estavam apenas começando. O barco pirata, aquele para onde o traidor da guilda fugiu, já estava bem próximo da gente. Era hora de unir forças, mercadores e militares, para vencer a embarcação inimiga.
Eu, Lizzie, Gerard e outros comericantes da guilda começamos a preparar o ataque. Havia dois canhões de pólvora no navio, que foram carregados pela tripulação. Os arqueiros foram posicionados e a infantaria preparava cordas para invadir a embarcação inimiga.
Os piratas eram em maior número, mas pouco preparados. Não havia canhões no navio deles, os arqueiros eram ruins de mira. Nossa artilharia saiu na frente e foi abrindo espaço para invasão infante. O anão que trabalhava para Gerard teve a idéia de cortar um mastro para servir como ponte para a embarcação inimiga. Com isso, a infantaria invadiu o barco pirata.
Mas os problemas só aumentavam. O motim na tripulação era ainda maior e os barris de pólvora e rum foram explodidos no interior do navio. O fogo tomou conta dos primeiros andares e o barco começava a rachar. Não havia mais condições de ficar por ali.
Como o navio pirata também estava sendo destruído – por nós – resolvi pegar o cetro e me concentrar. Assim como no sonho, esperava que o artefato me guiasse para a salvação. E foi o que aconteceu. Após rezar com ele, tive a premonição que as duas embarcações seriam destruídas. Chamei Lizzie, Roger e o Sr. Johnson para um dos botes do navio. Entramos nele,enquanto os soldados trocavam de barco, pois o nosso estava condenado.
De longe, dentro do bote, eu assisti a queda dos dois navios. Vi apenas as chamas se apagando. A escuridão da noite impediu de saber o destino dos outros botes disponíveis nos barcos. O que teria ocorrido com Gerard, Zebahel e os demais tripulantes? Conseguiram fugir? Estavam nadando em alto mar? Eu não conseguia descobrir nada.
Acordei no outro dia em uma praia de Saltério. Sim, eu, Lizzie, Johson e Roger tivemos que voltar. Fomos procurar as autoridades locais para contar o que ocorreu no barco de Asterland.

Um comentário:
Interessante... Zhefiriel pareceu confiável? Hum, coisa boa...
Será q todos nós despertamos na mesma praia? O Cetro e a espada de Killanyl na mesma ilha? É bom demais para ser verdade... hehehe
Postar um comentário