Estou no paraíso – foi o que eu disse para Lizzie quando chegamos a ilha real de Kromn. O arquipélago, no centro do Mar dos Bavlu, tinha lindas paisagens. O território era usado pelo rei para descansar – aliás, que boa escolha que a majestade possui.
O nosso navio chegou ao começo da manhã e sairia no final da tarde. Em toda a ilha, havia apenas um vilarejo, próximo ao porto onde paramos. As ruas eram pavimentadas, as casas feitas de pedras, e tudo era muito limpo e bem cuidado. Cerca de 300 pessoas moravam por ali, todas empregadas da realeza.
Havia também um pequeno templo de Tedahk, onde o rei e rainha rezavam todas as vezes que passavam por aqui. Entrei na igreja, me ajoelhei e logo fui recebido pelo presbítero Lucius, que me reconheceu.
- Ora, se não são os bravos contratados pela realeza para recuperar o cetro da rainha. Sejam bem vindos Robert e Lizzie – disse.
- Obrigado por nos receber, Lucius. Fiquei sabendo que a Rainha Anne está por aqui. Esta informação procede? – perguntei a ele.
- Sim. Mas não é bom que vocês a encontrem. Este cetro deve ser entregue aos contratantes primeiro. Aliás, os superiores da igreja querem conhecer o objeto antes – respondeu ele.
- Mas o objeto é pessoal dela e não da igreja. Aliás, quem me contratou foi o conselheiro Thompson, ligado ao rei, e não os sumos presbíteros – retruquei.
- Thompson? Arrrghhhh! Este homem é um verme. Já deveria ter sido deposto do cargo há um bom tempo. Não entendo porque o Rei Rolland II dá ouvido a ele. Robert, não tenha dúvidas, é melhor levar isto para Mayserc. A nossa igreja precisa saber antes.
- Mas por quê? – perguntei – A igreja não sabe o que é o cetro da rainha? Por que querem examiná-lo agora? Acho melhor entregá-lo diretamente ao rei.
- Não! Ele vai deixar com o Thompson e isto não é seguro. Robert entenda uma coisa. Este objeto nem deveria estar nas mãos da rainha. Acreditamos que ele não é sagrado pelo nosso deus. É um objeto profano!
- O senhor está ficando louco. Este cetro me guiou para a salvação na viagem que fiz até aqui. Se não fosse por ele, estaria morto, boiando em alto mar. Eu rezei em nome de Tedahk e ele me trouxe sorte.
- Robert! Entenda de uma vez: isto não é um objeto sagrado de deus nenhum. Isso é um objeto mágico. Daqueles magos malditos que desafiam a fé e os deuses. Daqueles magos que se uniram as outras raças contra os deuses humanos. Foi Tedahk que te guiou para a vida e não este cetro imundo.
- Vocês querem roubar o cetro da rainha, é isso? Vocês ficaram loucos. O Rei Rolland II vai ficar muito irritado quando souber disso. Eu vou procurar a realeza e vou entregar diretamente.
- Este cetro é feito de Killanyl. Este material foi usado para matar o nosso Rei Albert XIV há 20 anos. Por causa deste minério imundo, o Reino de Asterland perdeu a sua força imperial sobre o mundo e a Igreja de Tedahk perdeu fiéis por toda Akyremma.
- Já chega desses insultos. Isso é motim contra coroa. Vou sair daqui e procurar a Rainha Anne na ilha. Ela vai ganhar ainda hoje o cetro de volta.
- Se você é mesmo um fiel de Tedahk, não fará isso. Está indo contra o nosso deus. Terei que detê-lo se continuares com essa loucura, Robert.
Após ser ameaçado por um presbítero da minha igreja, eu e Lizzie saímos correndo da capela. Lucius chamou os guardas da Ilha e como não tínhamos mais a escolta militar resolvemos nos esconder longe do vilarejo.
Roger não veio conosco. Ficou andando pelo vilarejo e não concordou com a nossa decisão. Já o Sr. Johnson veio atrás de nós meia hora depois. Comentei com ele sobre a premonição de levar o prêmio direto para a rainha aqui na ilha, decisão tomada por influência do cetro.
- Talvez, era para entregar direto, sem falar com a igreja. Acho que o cetro previu que haveria outras pessoas interessadas no meio do caminho. Tens que dar um jeito de encontrar a Rainha Anne sem ser percebido.
O sol indicava que era meio-dia. Não havíamos almoçado ainda e nem podíamos andar pelas ruas do vilarejo. Precisava tomar uma decisão rápida e precisa.
O nosso navio chegou ao começo da manhã e sairia no final da tarde. Em toda a ilha, havia apenas um vilarejo, próximo ao porto onde paramos. As ruas eram pavimentadas, as casas feitas de pedras, e tudo era muito limpo e bem cuidado. Cerca de 300 pessoas moravam por ali, todas empregadas da realeza.
Havia também um pequeno templo de Tedahk, onde o rei e rainha rezavam todas as vezes que passavam por aqui. Entrei na igreja, me ajoelhei e logo fui recebido pelo presbítero Lucius, que me reconheceu.
- Ora, se não são os bravos contratados pela realeza para recuperar o cetro da rainha. Sejam bem vindos Robert e Lizzie – disse.
- Obrigado por nos receber, Lucius. Fiquei sabendo que a Rainha Anne está por aqui. Esta informação procede? – perguntei a ele.
- Sim. Mas não é bom que vocês a encontrem. Este cetro deve ser entregue aos contratantes primeiro. Aliás, os superiores da igreja querem conhecer o objeto antes – respondeu ele.
- Mas o objeto é pessoal dela e não da igreja. Aliás, quem me contratou foi o conselheiro Thompson, ligado ao rei, e não os sumos presbíteros – retruquei.
- Thompson? Arrrghhhh! Este homem é um verme. Já deveria ter sido deposto do cargo há um bom tempo. Não entendo porque o Rei Rolland II dá ouvido a ele. Robert, não tenha dúvidas, é melhor levar isto para Mayserc. A nossa igreja precisa saber antes.
- Mas por quê? – perguntei – A igreja não sabe o que é o cetro da rainha? Por que querem examiná-lo agora? Acho melhor entregá-lo diretamente ao rei.
- Não! Ele vai deixar com o Thompson e isto não é seguro. Robert entenda uma coisa. Este objeto nem deveria estar nas mãos da rainha. Acreditamos que ele não é sagrado pelo nosso deus. É um objeto profano!
- O senhor está ficando louco. Este cetro me guiou para a salvação na viagem que fiz até aqui. Se não fosse por ele, estaria morto, boiando em alto mar. Eu rezei em nome de Tedahk e ele me trouxe sorte.
- Robert! Entenda de uma vez: isto não é um objeto sagrado de deus nenhum. Isso é um objeto mágico. Daqueles magos malditos que desafiam a fé e os deuses. Daqueles magos que se uniram as outras raças contra os deuses humanos. Foi Tedahk que te guiou para a vida e não este cetro imundo.
- Vocês querem roubar o cetro da rainha, é isso? Vocês ficaram loucos. O Rei Rolland II vai ficar muito irritado quando souber disso. Eu vou procurar a realeza e vou entregar diretamente.
- Este cetro é feito de Killanyl. Este material foi usado para matar o nosso Rei Albert XIV há 20 anos. Por causa deste minério imundo, o Reino de Asterland perdeu a sua força imperial sobre o mundo e a Igreja de Tedahk perdeu fiéis por toda Akyremma.
- Já chega desses insultos. Isso é motim contra coroa. Vou sair daqui e procurar a Rainha Anne na ilha. Ela vai ganhar ainda hoje o cetro de volta.
- Se você é mesmo um fiel de Tedahk, não fará isso. Está indo contra o nosso deus. Terei que detê-lo se continuares com essa loucura, Robert.
Após ser ameaçado por um presbítero da minha igreja, eu e Lizzie saímos correndo da capela. Lucius chamou os guardas da Ilha e como não tínhamos mais a escolta militar resolvemos nos esconder longe do vilarejo.
Roger não veio conosco. Ficou andando pelo vilarejo e não concordou com a nossa decisão. Já o Sr. Johnson veio atrás de nós meia hora depois. Comentei com ele sobre a premonição de levar o prêmio direto para a rainha aqui na ilha, decisão tomada por influência do cetro.
- Talvez, era para entregar direto, sem falar com a igreja. Acho que o cetro previu que haveria outras pessoas interessadas no meio do caminho. Tens que dar um jeito de encontrar a Rainha Anne sem ser percebido.
O sol indicava que era meio-dia. Não havíamos almoçado ainda e nem podíamos andar pelas ruas do vilarejo. Precisava tomar uma decisão rápida e precisa.


