segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Entre a honra e a fé - capítulo quarto

Fomos ao porto de Saltério, de onde tínhamos partido no dia anterior. Tivemos que esperar mais quatro dias até um navio asterlandino, saindo de Garisford, Anthares, com destino a Diaceres, aparecer. Expliquei para Lizzie que era o melhor que poderia ocorrer para nós. No outro barco, a escolta militar de Asterland provocava desconfianças nos outros tripulantes. Agora passaríamos despercebido.

Eu, Lizzie, Roger e Johnson entramos no navio. Nesta viagem, evitamos falar com as outras pessoas. Não era uma boa idéia nos glorificar ali. Havia pessoas de todos os cantos do mundo no barco. O cetro de Killnayl me guiaria para saber em quais pessoas confiar.

Roger encontrou um presbítero da Igreja de Tedahk no barco. Os dois trocaram idéias e o meu amigo ficou sabendo que este navio faria uma pausa em Kromn, ilha real de Asterland. O Rei Rolland II estava na capital Mayserc, mas havia informações que a Rainha Anne estaria por ali.

Deveria eu, entregar o cetro para ela? Ou deveria esperar chegar a Diaceres, para depois ir até Mayserc, passar o tesouro para as autoridades que me contrataram?  Era hora de consultar o cetro para saber a resposta.

Voltei a rezar com ele na mão, antes de dormir. No outro dia, de manhã, não consegui me lembrar exatamente como foi o sonho, mas acordei com a sensação de deixar o cetro diretamente nas mãos da rainha. O objeto pertence a ela e não precisa passar por autoridades antes.

Resolvi não contar a minha decisão para o Roger e o Sr. Johnson. Apenas Lizzie ficou sabendo. Era a oportunidade para conhecer pessoalmente a rainha e entregar diretamente seria uma demonstração de lealdade ao rei.

Fui dormir feliz na véspera da chegada a Ilha de Kromn. No entanto tive pesadelos durante a noite. Sonhei que estava em Mayserc sendo julgado por traição. Não lembro quem era o carrasco, mas a imagem da forca montada para mim não saia da minha cabeça. Eu estava convicto das decisões no sonho, mas mesmo assim era punido.

Recorri ao cetro no começo da manhã. Ele continuava me guiando para a rainha na Ilha de Kromn, a qual em chegaria em três horas.

4 comentários:

Denny Benvenutti disse...

Se depender dos contratantes o cetro nunca chegará nas mãos da rainha. Entregue o cetro a ela e tenha certeza da missão cumprida ou entregue aos contratantes que devem possuir muitos outros interesses particulares. A minha percepção a respeito dessa história é de que o personagem vai se ferrar de qualquer forma.
hehehe

Abraço

Anônimo disse...

Legal o conto... Minha saga pode ter algum link com sua campanha... pensei em usar o mesmo cetro... minha aventura é 20 anos antes. Pensei... e se Tedahk após o apocalipse, tivesse dado 9 cetros para os 9 clérigos que iriam governar o mundo... com os 9 cetros eles poderiam prever as coisas e tal... com os 9 juntos (talvez, formando um grande cajado...) o cara teria todo o conhecimento do mundo... é o que minha aventura narra... uma busca pela fonte de todo o Saber!

Ah confere a lista de Akyremma no Grupos... será que vale a pena reativar? tá cheio de spams lá...

F.Pamplona disse...

Interessante a ideia do Jean. Grosseiramente falando, é uma mistura de Senhor dos Anéis com Dragon Ball...

Os Anéis também foram dados a seres importantes do planeta. Possuir mais de um anel tornava o ser mais poderoso, mas a junção deles não levava a alguma habilidade especial.

Ao contrário de Dragon Ball, em que as esferas foram espalhadas pelo mundo, aleatoriamente. Sozinhas, não têm poder algum, mas unidas convocam ShenLong, ser mais poderoso do universo, que lhes pode conceder qualquer pedido.

Gio, continue postando!

Denny Benvenutti disse...

Interessantes os comentários, mas devo lembrar que Tedahk não é o único deus de Akyremma e certamente outros deuses tbm tenham objetos tão poderosos quanto estes. Principalmente os deuses mais invejosos, hehehe