O Conto dos Exilados
Capítulo II - Epifania
Aikun, o Mago, também acordou num caixão, em uma região montanhosa, cercado de pedras e neve, ao lado da outra metade do mesmo navio que trouxe Dijorkaef e Brutus para Akyremma. Ele desceu a montanha até encontrar o vilarejo de Brasas e viu saindo dos fundos do grande templo dois homens aparentemente conhecidos e um outro rapaz amarrado como um prisioneiro. O mago os seguiu até a taverna da cidade, onde eles foram recebidos como heróis.
O elfo e o guerreiro também viram algo comum no mago e o aceitaram na viagem até Dahpolis, a capital do reino do Lume Candente. Na capital deveriam informar o alto escalão da Igreja do deus Tedahk o corrido em Brasas e, como o povo da vila pediu, requisitar um novo Sacerdote para o grande templo.
Ao chegarem gigantesca cidade, os aventureiros foram levados até o Sumo Presbítero Lucius, o administrador da grande cidade, que os questionou sobre o prisioneiro que traziam. Eles contaram a história do que se passou em Brasas e Lucius chamou o Irmão Alfonso, Sumo Presbítero do Santo Ofício (a Inquisição), para interrogar o prisioneiro e confirmar o relato dos aventureiros. Enquanto Dijorkaef e Brutus acompanharam Afonso no interrogatório numa sala de torturas, o mago Aikun foi visitar a biblioteca da cidade para buscar respostas e informações sobre a cidade de Brasas e seu grande templo.
Na biblioteca o mago descobriu que o templo fora construído sobre um ponto místicamente carregado de energias. Acredita-se que esse local fora um dos 4 Pilares da Sustentação do Universo, pilar meta-físico que separaria os mundo físico do mundo mental e do mundo espiritual. Então Brasas teria um dos 4 pontos onde supostamente é mais fácil abrir portais para outros universos.
Na sala de tortura, Afonso interrogou o prisioneiro por meios místicos e descobriu que em Brasas havia uma falsa Sacerdotisa, pois na Igreja de Tedahk todos os clérigos são homens. Celene era provavelmente uma maga, que se fez passar por clériga para enganar o povo de Brasas e ter acesso aos segredos do templo. Logo o Inquisidor ficou desconfiado de Dijorkaef e Brutus também, trancando-os na sala enquanto buscava reforços.
Quando Aikun retornou para procurar seus dois conhecidos, foi auxiliado por Celso, um garoto que trabalhava no local e se revelou um mago espião que queria libertar os demais magos prisioneiros da Inquisição antes que fossem condenados à fogueira. Juntos encontram Brutus e Dijorkaef enquanto esses fugiam da sala de tortura. Libertaram os demais prisioneiros mas antes que pudessem escapar foram atacados pelos guardas que Afonso chamou. O clérigo não poderia permitir que outros soubessem do valor místico do templo de Brasas.
Com dificuldade derrotaram os guardas e mataram Afonso, fugiram disfarçados de soldados e no caminho de volta para Brasas, o jovem mago Celso revelou que Aikun, Brutus e Dijorkaef vieram de uma realidade alternativa, do plano mental, pois são idealizações de sua irmã Celene. Quando criança Celso ouvia sua irmã contar histórias de aventuras sobre quatro heróis, e de alguma forma ela tornou o fruto de sua imaginação real quando precisou de ajuda dias atrás.
Agora, voltando para Brasas, os aventureiros se perguntam se o que Celso diz é verdade, se é possível voltarem para seu mundo e onde está o quarto aventureiro que provavelmente chegou no terceiro caixão que foi encontrado vazio?
Enquanto isso a guarda de Dahpolis se prepara para invadir Brasas e eliminar de uma vez por todas a ameaça que os aventureiros e magos representam.
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